Movimento Salve o Rio Itapanhaú protesta contra a transposição

Ativistas lançam vídeo com manifestação realizada nas águas do rio

Palavra 'crime' foi escrita com varas de bambu | Foto: Divulgação
Palavra 'crime' foi escrita com varas de bambu | Foto: Divulgação

O Movimento Salve o Rio Itapanhaú, formado por ativistas contra a transposição das águas devido os possíveis impactos ao meio ambiente, lançou nesta quinta-feira, 21, um vídeo de protesto nas redes sociais. A ação, realizada no início do mês, montou a palavra 'crime' com 100 metros de comprimento e letras de 35 metros de altura. A estrutura foi montada em varas de bambu, e exposta no próprio rio.

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“Desde o início do processo de licenciamento ambiental estamos acompanhando de perto os estudos realizados para implementação do projeto, e identificamos diversos pontos que deixaram de ser levantados no sentido de entender a verdadeira  biodiversidade local e quais os verdadeiros impactos desta obra para a região", apontou o biólogo e ativista do movimento, Raphael Roberto de Castro Rodrigues.


 O grupo destaca que a ação é um manifesto
contra a forma como foi conduzido o processo de licenciamento. Convencidos de que a obra causará grandes impactos na região, a ação teve como intuito alertar toda a sociedade sobre o caso, informou.

"Por várias vezes solicitamos os dados referente ao monitoramento que iniciou-se tardiamente através da Lei de Acesso à Informação (LAI) que tem o objetivo de aumentar a transparência na administração pública, de acordo com o previsto no Art. 5º da Constituição Federal, que prevê que 'todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral', mas, infelizmente, nossas tentativas não tiveram sucesso” afirmou o biólogo.

O grupo divulgou que a quantidade de captação alteraria "brutalmente as condições naturais e ainda pouco conhecidas de uma complexa rede de espécies da fauna e flora da Mata Atlântica em um dos trechos mais preservados do Parque Estadual Serra do Mar (PESM)".

Mais informações sobre o Movimento Salve o Rio Itapanhaú podem ser obtidas nas redes sociais da iniciativa, pelo Facebook e Instagram.

Outro lado

Segundo informações divulgadas pela Sabesp, a captação de água será feita no ribeirão Sertãozinho, um dos formadores do rio Itapanhaú. A captação será de até 2.000 litros por segundo, conforme a outorga definida. Ainda, segundo a companhia, em Bertioga, o Itapanhaú tem uma vazão média de 20 mil litros por segundo de água.

A Sabesp informou que o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (EIA-Rima) foram aprovados por todos os órgãos consultados, com audiência pública. Segundo afirmou, sugestões apresentadas durante a audiência foram incorporadas ao projeto.

Os arquivos do EIA-Rima apresentados pela Sabesp podem ser acessados no site oficial.

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