Aldeia ganha conjunto habitacional indígena pela CDHU

Nesta fase estão sendo construídas 30 unidades do projeto Bertioga E

Projeto prevê um total de 120 unidades habitacionais | Foto: Felipe Magalhães/PMB
Projeto prevê um total de 120 unidades habitacionais | Fotos: Felipe Magalhães/PMB

A Aldeia Rio Silveiras, na divisa entre os municípios de Bertioga e São Sebastião, está ganhando um conjunto habitacional indígena. Concebido respeitando a cultura da etnia Guarani, o projeto Bertioga E é o primeiro desse tipo no estado e prevê a entrega de 120 unidades habitacionais. Nesta fase, está em andamento a construção de 30 moradias pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) em parceria com a prefeitura de Bertioga.

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O projeto prevê casas de alvenaria com dois dormitórios, sala, cozinha, área de serviço, banheiro com acesso pelo lado externo e varanda com fogão a lenha. Segundo a prefeitura, as primeiras unidades estão previstas para entrega em 2022, e a conclusão da etapa deve ocorrer em 2023.

Projeto prevê um total de 120 unidades habitacionais | Fotos: Felipe Magalhães/PMB
O investimento é de mais de R$ 3,8 milhões, com recursos do governo do estado. As obras estão a cargo da empresa Terra Nova Construção e Engenharia.

“É uma importante conquista. Com esse projeto, além de reduzir o déficit habitacional da aldeia, estamos levando mais dignidade e qualidade de vida para a população indígena de Bertioga”, afirmou o prefeito Caio Matheus durante visita às obras na quarta-feira, 13.

O projeto foi viabilizado após diversas reuniões entre a prefeitura, CDHU, Fundação Nacional do Índio (Funai) e moradores da aldeia. O cacique Adolfo Verá Mirim, líder da comunidade indígena, comemora o início da construção das casas e destaca a importância do projeto. “É uma luta antiga. Essas moradias são muito importantes para o nosso povo. É preciso evoluir. A alvenaria não tira a identidade do índio. Índio será eternamente índio onde estiver", disse.

Saneamento básico

Outra importante demanda da aldeia, o saneamento básico também contempla o projeto e será executado pela prefeitura de Bertioga. As obras contam com a construção de fossas sépticas, garantindo mais saúde à população indígena e também a preservação do meio ambiente. O efluente do esgoto tratado terá um destino ecológico, com a infiltração no solo e plantação de bananeiras para absorção dos nutrientes. O valor do investimento será de aproximadamente R$ 300 mil.


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